O Futuro é Rural: Defende-o!

Foi no dia 18 de maio que se convocaram atos em favor do mundo rural, na Galiza foi o Partido da Terra que tomou a ini ciativa, e nomeadamente o PT de Vila Cova que com um ato na antiga escola de Filgueira em Lousame deixou claro que somos um pais eminentemente rural e que é assim que devemos seguir sendo. No ato a nossa companheira do PT de Vila Cova, Iolanda MatoIMG_3754 leu o manifesto criado para a ocasião o mesmo  que de igual jeito foi lido em diversos atos em todo o estado e ainda en diversos pontos da Europa, eis a ligação: http://www.partidodaterra.net/rural-em-pe/

No ato estiveram varias representantes de diversos PTs, pelo PT de Vigo estivo presente o nosso companheiro do Partido da Terra do calvario José Goris quem realizou algumas fotógrafias do ato.IMG_3773

Não se equivoque, Alcaide

Abel Caballero continua o seu teatro. Se antes era Romeu namorado de Julieta-PP apesar dos lustros de inimizade das famílias, agora quer converter-se no personagem que vende a sua alma ao diabo em favor de Vigo.
O clássico da literatura universal entregou a Satanás a sua salvação eterna em trocas de algo que considera superior: o amor da sua namorada. Que salvação e que felicidade pode ter quem não tem o amor da sua vida? A nobreça e humanidade do acto emociona,..
Mas também há quem faz o pauto-do-demo movimentado polo desejo de obter êxito na sua vida terrenal: nos negócios, no poder… Aqui nos vamos aproximando mais ao papel (ou papelão) de Abel Caballero.
Não se equivoque, Alcaide: você não vende a sua alma em trocas de um interesse superior. Você vende Vigo aos satânicos especuladores e depredadores para se manter no poder.
Você acreditou no conto de que a “recuperação” está aí, à volta da esquina enquanto na sua cidade cada vez são mais os que sofrem e ficam sem futuro.
Você acreditou no conto de que Vigo é uma cidade só industrial, e consente na destruição do futuro do nosso rural e da nossa beira-mar.
Você acredita na Grande Epopéia Viguesa, que como a Conquista do Far West está cheia de mitologia e mentiras. Não foi um Vigo empreendedor e trabalhador quem levantou o capitalismo na cidade. Foi uma camarilha privilegiada por Franco e que trocou entre ela favores e financiamento, com o seu amigo Gayoso como diretor de orquestra, e que converteu a nossa cidade numa sucursal do afundido capitalismo espanhol e o abalante capitalismo francês.
Não nos venda Alcaide. Deixe viver a gente que mora na grande parte do território de Vigo. Deixe que continuem as suas vidas. Talvez os necessitemos para lhe dar à cidade um futuro verdadeiramente sustentável.

Josu Jon Imaz na porta giratória

Josu Jon Imaz foi Presidente do PNV de 2004 a 2008. A cara amável que sucedeu ao “enfant terríble” Xabier Arzalluz. O seu talante inclusivo e dialogante não foi suficiente para desactivar o ódio do PP, que lhe tem declarada a guerra ao nacionalismo basco.
A fúria do nacionalismo espanhol cara ao basco não é só uma reação à violência da ETA, nem tampouco ao facto de este aspirar a um Estado fora do espanhol. O que indigna ao nacionalismo espanhol e o faz irreconciliável com uma Esuskal Herria livre é que o nacionalismo basco, tanto na sua origem como no seu desenvolvimento foi capaz de conceber uma organização social à margem do Estado e do sistema capitalista, uma organização que não renunciou à riqueza humana da sociedade tradicional e que incluía economias cooperativas, redes escolares e de ajuda, etc. De aí a desqualificação que recebeu de “clerical”, “tradicionalista” e “retrógrado”.
O PNV capilarizou a sociedade até tal ponto que veio resultar um modelo de democracia real fronte à estrutura do Estado, conseguindo na descentralização autonómica de este nos anos 80 um alto degrau de soberania e sustentabilidade cidadã. Mas na sua adaptação ao capitalismo acabou formando parte do sistema e da trama económica do Estado espanhol, como demonstra com claridade o abandono da política profissional pola porta giratória cara a REPSOL realizada por Josu Jon Imaz em 2008. A devastadora crise económica e o começo da queda do sistema capitalista na sua versão bem-estarista que veio a seguir, não devolveu o PNV ao seu ideal. Bem assentados na política profissional competem nesta polo poder delegado das grandes corporações e capitais que são os partidos politicos. Nesse caminho da política profissional encontraram a esquerda abertzale no seu caminho de volta da violência; e encontraram, como não, partidos galegos fracassados que lhes fazem de acólitos: CXG e BNG.