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Prensa Serviçal

O Atlante Diário não prestou durante a campanha eleitoral um segundo de atenção à candidatura do Partido da Terra, apesar de ser a única candidatura galega.
Na semana de comentários dos resultados, tampouco pareceu noticiável ao Atlante que a nossa candidatura obtivesse dez mil votos, mais que a lista por exemplo de CXG da que tanto informou.
O que sim é motivo de comentário é qualificar de passagem ao Partido da Terra como “nacionalista radical” e “reintegracionista” identificando ambos termos.
O Teo, autor desta coluna, como acontece com a imprensa profissional, utiliza preconceitos para fazer análises e informação. O facto de que há dez anos os partidos nacionalistas independentistas fossem os únicos em utilizarem a ortografia reintegrada leva este “profissional” à identificação referida, ignorando que no meio houve uma lei Paz Andrade para os vínculos com a lusofonia, aprovada por unanimidade no Parlamento, que o PT em nenhum momento se define como “nacionalista” ou que mais bem “nacionalistas radicais” serão quem quiserem uma ortografia independente para o galego, tomada por certo do castelhano: os isolacionistas e Galicia Bilingue, por exemplo.
Pouca informação real, e a que há, manipulada. Este é o fazer dos meios de comunicação, cuja ética e deontologia está absolutamente oposta à sua conceição como negócio. Acontece em todos, também nos que se definem como “plurais” e “da Galiza que vem”. Na campanha eleitoral prestaram atenção apenas a quem lhes contratava publicidade. Na mesma linha de negócio, os partidos profissionais pactuaram acordos e coligações fora de Galiza para obterem um escano que lhes permitisse cobrar as subvenções (ou seja, o nosso dinheiro) e poderem devolver aos bancos a campanha que lhes financiou.
Os partidos como o PT que não aceitam as subvenções, pois nem entendemos a política como negócio, nem aceitamos que o Estado nos confisque dinheiro para subvencionar esse negócio, somos ignorados, e após as eleições, atacados. Não entendemos a política como negócio, e porém não buscamos coligações fora de Galiza. Talvez por isso nos chamem “nacionalistas radicais”. Haveria mais bem que dizer “soberanistas radicais” pois o que queremos é que as pessoas e comunidades, de Galiza e de todo o mundo, recuperem a soberania e capacidade de decidir que os Estados lhes roubaram em trocas de fazê-los passar polo circo eleitoral cada 4 anos. De aí que também nos apoiem as pessoas fora da Galiza, mas nos odeiem os negócios jornalísticos, especialmente os mais cutres.

http://www.atlantico.net/opinion/jose-teo-andres/extrapolando/20140530100545420523.html

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