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Prolingua Bilingue ou Galicia Prolingue?

A absoluta coincidência na  interpretação dos factos entre Galicia Bilingue e Prolingua leva-nos a propor às suas directivas que se fundam num cordial abraço em lugar de fazerem a guerra por separado.
Na “carta aberta” que Prolingua escreve ao Hotel Rural Arreondo (que rejeitara um CV por incluir o galego como mérito) os argumentos de valorização do galego parecem inspirados pela mesminha Glória Lago.

A saber: o valor internacional do galego consiste em que o Estado colocou uns quantos leitorados de galego em universidades, e que há alguns vinhos que etiquetam em galego. Nada a dizer de ser a língua nascida na Galiza, a mais falada do hemisfério sul com 250 milhões de falantes, etc. E isso que na sua declaração de intenções dizem em Prolingua que “Os galegos sentímonos orgullosos de ter unha lingua milenaria cun glorioso pasado que, por circunstancias políticas, entrou nun túnel de silencio forzoso nas primeiras décadas do século XVI”.
Também Galicia Bilingue afirma amar muito o galego, a cordialidade e tudo isso. Razão pela qual defende duramente a ortografia castelhanizada.
Aliás, ao conseguirem ambos que a imensa maioria de galegos e galegas lhes importe um pito o que dizem, e porém situarem-se na periferia da agenda política (nem o PP lhes faz caso) recomendamos que unam as suas forças para um melhor cumprimento dos seus objectivos: que o galego seja um dialecto “queridinho” no Estado e que deixem aos professores de filologia de Santiago continuar a fazer de bem remunerados pastores do Pais, ainda que estes (isso já) nem na sua universidade conseguem evitar que os doutores prefiram o galego internacional ao seu invento para fazerem as teses.