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O Futuro é Rural: Defende-o!

Foi no dia 18 de maio que se convocaram atos em favor do mundo rural, na Galiza foi o Partido da Terra que tomou a ini ciativa, e nomeadamente o PT de Vila Cova que com um ato na antiga escola de Filgueira em Lousame deixou claro que somos um pais eminentemente rural e que é assim que devemos seguir sendo. No ato a nossa companheira do PT de Vila Cova, Iolanda MatoIMG_3754 leu o manifesto criado para a ocasião o mesmo  que de igual jeito foi lido em diversos atos em todo o estado e ainda en diversos pontos da Europa, eis a ligação: http://www.partidodaterra.net/rural-em-pe/

No ato estiveram varias representantes de diversos PTs, pelo PT de Vigo estivo presente o nosso companheiro do Partido da Terra do calvario José Goris quem realizou algumas fotógrafias do ato.IMG_3773

O espanholismo: caricatura de si mesmo. Duelo de ganhões.

A imprensa do regime está especializada em tomar meias verdades para desqualificar conceitos ou quadros de referência que se tornam perigosos para este.
O “jornalista” e bom espanhol Roberto Blanco Valdés temeroso duma nova coligação que desaloje o nacionalismo espanhol do poder em lugar de analisar a coerência e viabilidade das propostas políticas, o que faz é desqualifica-las sem analisar, como fez neste “artigo” em La Voz de Galicia:http://www.lavozdegalicia.es/noticia/opinion/2014/04/02/patriota-gallego-beba-rioja/0003_201404G2P17993.htm
Deveria o Blanco Valdés saber que o conceito de soberania que utiliza o nacionalismo galego é incoerente em si mesmo, pois parte do facto de que a soberania das pessoas deve ser transmitida a um novo Estado, e às suas empresas subvencionadas. Não se trataria portanto de confrontar o seu nacionalismo espanhol ao galego, mas de ver em quê pontos o nacionalismo não responde às necessidades da sociedade actual. Claro que para isso há que ser profissional e honesto.

No que faz respeito à soberania alimentar, como na energética, ou a linguística não se trata de criar novas fronteiras, mas ao contrário, de elimina-las. Que todos e todas tenhamos a capacidade de produzir alimentos, como a propósito vimos fazendo e muito bem na Galiza, em lugar de estar obrigados a comprá-los no hipermecado cada vez com mais impostos encima, menos poder aquisitivo e (se a alguém lhe interessa isto) menos qualidade.
Por se alguém lhe interessou isso da qualidade, seria bom reter a ideia não só para o consumo, mas também para os intercâmbios comerciais. E já que se citou o caso de adegas do Ribeiro, podemos perguntar quantas exportam em mercados de qualidade e quantas o fazem com preços tirados e subvenções da OCM para deixar uns margens ridículos e o lucro às grandes distribuidoras de alimentação.
Tampouco AGE nem os outros partidos nacionalistas estão a responder estas perguntas. Estamos perante un duelo de ganhões que não resolve nem ajuda à verdadeira questão da soberania e o futuro. O 25 de Maio os galegos e galegas devemos demonstrar mais inteligência que tudo isso.